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Sábado, 06 de Junho 2026
Rendimento do trabalhador atinge recorde no Distrito Federal e em 15 estados

Economia

Rendimento do trabalhador atinge recorde no Distrito Federal e em 15 estados

O levantamento Pnad Contínua, divulgado pelo IBGE, detalha a performance do mercado de trabalho para indivíduos a partir dos 14 anos, abrangendo todas as formas de ocupação.

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No primeiro trimestre deste ano, o Distrito Federal e um conjunto de 15 estados registraram um patamar inédito no rendimento médio mensal de seus trabalhadores. Essa marca histórica, alcançada por 16 unidades federativas, espelha a tendência nacional, que também atingiu seu pico na série iniciada em 2012, fixando-se em R$ 3.722.

Essas informações provêm da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), um levantamento detalhado divulgado na última quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo tem como objetivo analisar a dinâmica do mercado de trabalho para indivíduos com 14 anos ou mais, contemplando todas as modalidades de ocupação, desde empregos formais e informais até trabalhos temporários ou autônomos.

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Conforme os dados apresentados, o Distrito Federal se destacou com um rendimento médio de R$ 6.720, valor que supera em 81% a média nacional, já tornada pública em 30 de abril.

Curiosamente, o rendimento no Distrito Federal equivale a precisamente o triplo do registrado no Maranhão, que foi de R$ 2.240. Apesar de ser um recorde para o próprio estado, este último representa o menor valor em âmbito nacional.

A proeminência do Distrito Federal nesse ranking é atribuída à significativa presença de servidores públicos na capital, cuja remuneração tende a ser superior à média observada no setor privado.

A seguir, estão listadas todas as Unidades da Federação que estabeleceram novos recordes no rendimento do trabalhador:

  • Distrito Federal: R$ 6.720
  • Santa Catarina: R$ 4.298
  • Paraná: R$ 4.180
  • Rio Grande do Sul: R$ 4.127
  • Goiás: R$ 3.878
  • Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
  • Espírito Santo: R$ 3.708
  • Minas Gerais: R$ 3.448
  • Amapá: R$ 3.412
  • Sergipe: R$ 3.031
  • Rio Grande do Norte: R$ 2.953
  • Paraíba: R$ 2.806
  • Piauí: R$ 2.628
  • Ceará: R$ 2.597
  • Bahia: R$ 2.483
  • Maranhão: R$ 2.240

O levantamento também aponta que três das cinco grandes regiões brasileiras registraram rendimentos médios mensais recordes para seus trabalhadores no primeiro trimestre:

  • Centro-Oeste: R$ 4.379 (recorde)
  • Sul: R$ 4.193 (recorde)
  • Sudeste: R$ 4.125
  • Norte: R$ 2.849
  • Nordeste: R$ 2.616 (recorde)

Taxa de desocupação por unidade federativa

Segundo o IBGE, a taxa de desocupação no Brasil, comumente referida como taxa de desemprego, situou-se em 6,1% no primeiro trimestre do ano. Este índice representa o menor patamar para o período em toda a série histórica do levantamento.

É importante notar que, pelos critérios do IBGE, somente é classificado como desocupado o indivíduo que buscou ativamente uma vaga de emprego nos 30 dias que antecederam a coleta de dados. Para a elaboração da pesquisa, os agentes do instituto visitaram cerca de 211 mil domicílios em território nacional.

O estudo revela ainda que em 12 estados, o percentual de desocupação permaneceu abaixo da média nacional, com especial destaque para Santa Catarina, a única unidade federativa a registrar um índice inferior a 3%.

A seguir, são apresentadas as taxas de desocupação por Unidade da Federação referentes ao primeiro trimestre:

  • Amapá: 10%
  • Bahia: 9,2%
  • Alagoas: 9,2%
  • Pernambuco: 9,2%
  • Piauí: 8,9%
  • Sergipe: 8,6%
  • Amazonas: 8,3%
  • Acre: 8,2%
  • Rio Grande do Norte: 7,6%
  • Rio de Janeiro: 7,3%
  • Ceará: 7,3%
  • Distrito Federal: 7,1%
  • Paraíba: 7%
  • Pará: 7%
  • Maranhão: 6,9%
  • Brasil: 6,1%
  • São Paulo: 6%
  • Roraima: 5,7%
  • Tocantins: 5,6%
  • Goiás: 5,1%
  • Minas Gerais: 5%
  • Rio Grande do Sul: 4%
  • Mato Grosso do Sul: 3,8%
  • Rondônia: 3,7%
  • Paraná: 3,5%
  • Espírito Santo: 3,2%
  • Mato Grosso: 3,1%
  • Santa Catarina: 2,7%
FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcello Casal JrAgência Brasil

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