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Domingo, 26 de Abril 2026

Saúde

Hipertensão: a ameaça silenciosa e hereditária que exige novos hábitos

No Dia Nacional de Prevenção, especialistas enfatizam a necessidade de vigilância e controle da pressão arterial em todas as faixas etárias.

Sou do RN
Por Sou do RN
Hipertensão: a ameaça silenciosa e hereditária que exige novos hábitos
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Neste domingo (26), o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial serve como um lembrete crucial sobre esta enfermidade que progride sem sintomas evidentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a condição não se restringe a adultos e idosos, com um número crescente de adolescentes e até crianças apresentando variações na pressão sanguínea.

Conforme a definição do Ministério da Saúde, a hipertensão arterial, comumente referida como pressão alta, é uma condição crônica marcada pela elevação persistente dos níveis de pressão do sangue nas artérias.

A pasta explicou que a pressão elevada exige que o coração trabalhe com uma intensidade superior ao habitual para bombear o sangue por todo o organismo. Além disso, a hipertensão arterial é apontada como um dos fatores de risco primários para eventos graves como acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma arterial e falência renal e cardíaca.

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O Ministério da Saúde também informou que a predisposição genética é um componente significativo, com a hipertensão sendo herdada em cerca de 90% dos casos. Contudo, múltiplos outros elementos podem impactar os níveis de pressão arterial de uma pessoa, tais como:

  • tabagismo;
  • ingestão de álcool;
  • obesidade;
  • estresse;
  • consumo excessivo de sal;
  • altos níveis de colesterol;
  • sedentarismo.

Revisão dos parâmetros de pressão

No mês de setembro do ano anterior, uma atualização nas diretrizes brasileiras para o controle da pressão arterial modificou a interpretação da medição de 12 por 8. Antes considerada normal, essa aferição passou a ser classificada como um indicativo de pré-hipertensão.

Este novo protocolo foi desenvolvido por um consórcio de entidades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a Sociedade Brasileira de Nefrologia e a Sociedade Brasileira de Hipertensão.

A diretriz esclarece que o propósito dessa reclassificação é identificar pessoas em estágio inicial de risco, estimulando a adoção de medidas preventivas mais ativas e não farmacológicas, visando conter o avanço da condição hipertensiva nos pacientes.

Assim, para que a pressão seja considerada normal, sua leitura deve ser inferior a 12 por 8. Já os valores iguais ou acima de 14 por 9 continuam a indicar quadros de hipertensão nos estágios 1, 2 e 3, conforme a avaliação realizada pelo profissional de saúde durante a consulta.

Sintomas

Os sinais da hipertensão arterial geralmente se manifestam apenas em situações de elevação significativa da pressão, o que pode provocar sintomas como dores no peito, cefaleia, vertigens, zumbido nos ouvidos, sensação de fraqueza, visão turva e episódios de sangramento nasal.

Diagnóstico

O Ministério da Saúde afirma que a única forma de diagnosticar a hipertensão arterial é através da medição regular da pressão. A recomendação é que indivíduos com mais de 20 anos verifiquem sua pressão arterial pelo menos uma vez ao ano.

Para aqueles com histórico familiar de pressão alta, a orientação é realizar a aferição no mínimo duas vezes por ano.

Tratamento

Conforme informações da pasta, a pressão alta é uma condição incurável, mas que possui tratamento eficaz e pode ser devidamente controlada.

É fundamental ressaltar que apenas um profissional médico está apto a definir o plano terapêutico mais adequado para cada indivíduo.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza os medicamentos necessários para o manejo da hipertensão arterial, tanto nas unidades básicas de saúde (UBS) quanto através do programa Farmácia Popular. Para ter acesso aos fármacos, é preciso apresentar:

  • documento de identificação com foto;
  • CPF;
  • receita médica válida por até 120 dias. A prescrição pode ser emitida por um profissional do SUS ou por um médico de instituições privadas.

Prevenção

Adicionalmente à terapia medicamentosa, o ministério enfatiza a importância crucial de se adotar um estilo de vida saudável, que engloba:

  • manter um peso corporal saudável, ajustando a alimentação quando necessário;
  • reduzir o consumo de sal, optando por temperos alternativos para realçar o sabor dos alimentos;
  • engajar-se em atividades físicas regularmente;
  • dedicar tempo para o lazer e o relaxamento;
  • cessar o tabagismo;
  • consumir álcool com moderação;
  • evitar a ingestão de alimentos ricos em gordura;
  • monitorar e controlar o diabetes.
FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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