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Sábado, 04 de Julho 2026
Escritório antifacção é inaugurado no Rio de Janeiro para integrar forças de segurança

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Escritório antifacção é inaugurado no Rio de Janeiro para integrar forças de segurança

Ministério da Justiça e Segurança Pública estabelece presença contínua no estado, reconhecendo o Rio de Janeiro como epicentro dos desafios de segurança pública do país.

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Nesta sexta-feira (03), o Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou a abertura do Escritório Nacional Antifacção no Rio de Janeiro. A nova unidade tem como propósito primordial impulsionar a colaboração entre o governo federal, o estado do Rio e as prefeituras fluminenses no combate às organizações criminosas.

Conforme declarou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a instalação do escritório assegura uma atuação permanente da pasta no Rio de Janeiro, visto que o estado representa uma síntese dos complexos desafios da segurança pública nacional.

Ele ressaltou que foi no Rio de Janeiro que se observaram as principais evoluções do crime organizado contemporâneo. Essas transformações resultaram na consolidação de métodos sofisticados de controle territorial armado, onde grupos criminosos passaram a mesclar violência, exploração econômica, dominação de mercados, lavagem de capitais e infiltração em setores formais da economia e em instituições.

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A criação deste escritório faz parte das iniciativas do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que já estabeleceu estruturas similares em São Paulo e Foz do Iguaçu (PR). Adicionalmente, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro foram contempladas com as novas sedes regionais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Conforme explicou o Secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o Coaf ocupa uma posição de extrema importância dentro do programa, pois a descapitalização das facções criminosas constitui um dos pilares fundamentais da estratégia de combate.

Ele enfatizou que, uma vez que o propósito primordial das organizações criminosas é o lucro – que, por sua vez, financia suas ações violentas –, é imperativo interromper esse fluxo financeiro. Para isso, já estão sendo identificadas, em parceria com a Anatel, todas as operadoras de telefonia e internet que prestam serviços a esses grupos, bem como as atividades econômicas por eles cooptadas. O plano é mapear e erradicar os pontos de infiltração, além de regulamentar o mercado para prevenir futuras ocorrências.

O Secretário detalhou ainda que o Escritório Antifacção do Rio de Janeiro possibilitará ao governo federal oferecer maior suporte logístico às forças de segurança estaduais em suas operações. Além disso, a unidade auxiliará outros estados que enfrentam organizações criminosas originárias do Rio.

Ele afirmou que não é razoável que o Rio de Janeiro arce com todos os custos e a carga operacional dessas ações sem o respaldo da União. Assim, o escritório atuará em um nível estratégico de inteligência, prestando apoio a outras unidades da federação na geração de conhecimento, na condução de operações e na localização de foragidos, sempre em colaboração com os estados e suas forças de segurança.

O Secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, anunciou que o governo federal intensificará a segurança nos estabelecimentos prisionais do estado, por meio da doação de equipamentos e do treinamento de policiais penais, seguindo os protocolos de segurança máxima adotados em presídios federais.

Segundo Garcia, um total de 138 unidades prisionais em todo o país foram escolhidas para receber essas intervenções, abrangendo as principais penitenciárias do Rio de Janeiro. Mensalmente, serão executadas pelo menos duas operações regionais e uma grande operação de âmbito nacional nesses locais.

Ele complementou que é nesses locais que se concentram quase 80% das lideranças criminosas do Brasil. A meta é monitorar, isolar e impedir que esses indivíduos organizem ações criminosas a partir do interior das prisões.

FONTE/CRÉDITOS: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fernando Frazão/Agência Brasil

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