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Sábado, 04 de Julho 2026
Operação no Rio desmantela esquema de furto de combustível

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Operação no Rio desmantela esquema de furto de combustível

Mais de 12 mil litros de combustíveis foram apreendidos em um depósito clandestino na Baixada Fluminense.

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Uma ação coordenada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, conseguiu desmantelar um complexo esquema de furto de gasolina e seus derivados. A operação culminou no fechamento de um ponto de desvio de combustíveis, popularmente chamado de "biqueira", e na detenção de seis indivíduos em flagrante.

Essa força-tarefa, que ocorreu na sexta-feira (3), envolveu a participação de agentes da Operação Foco, vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional do Rio (GSI-RJ), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delfaz).

No decorrer da fiscalização, as equipes confiscaram um total de 12.200 litros de combustíveis estocados de maneira clandestina. A carga incluía 5.000 litros de gasolina comum, 1.000 litros de gasolina aditivada, 2.300 litros de etanol, 1.000 litros de diesel S500 e 2.900 litros de diesel S10.

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O galpão que servia como base para a "biqueira" foi prontamente interditado pela ANP e pela Polícia Civil. Além disso, a quantia de R$ 22.750 em dinheiro foi apreendida no local.

Esse montante em espécie destinava-se ao pagamento de caminhoneiros envolvidos no desvio de parte das cargas que transportavam. As autoridades também identificaram dois caminhões-tanque conectados à fraude: um estava parado no galpão e o outro foi parado enquanto tentava sair do local.

As apurações indicam que a irregularidade tinha início já nas distribuidoras. Os veículos de carga partiam das bases com lacres que não correspondiam às notas fiscais. Ao longo do trajeto, os motoristas subtraíam cerca de 20 litros de cada um dos oito compartimentos do tanque.

O combustível furtado era então descarregado na "biqueira", com um pagamento de R$ 70 por cada 20 litros desviados. Posteriormente, os compartimentos dos caminhões eram selados com lacres autênticos, que condiziam com a documentação da carga, dificultando a detecção da fraude por parte das transportadoras e dos consumidores finais.

Esse combustível, obtido de forma ilícita, era vendido clandestinamente a preços significativamente menores que os do mercado formal. Tal prática não apenas prejudica distribuidoras e transportadoras, mas também resulta em consideráveis perdas para a arrecadação tributária estadual.

"Estabelecimentos clandestinos de combustíveis não só geram perdas significativas para os cofres públicos e incentivam a concorrência desleal, mas também representam um sério risco à segurança da população, especialmente devido à comercialização de produtos sem nenhum tipo de controle de qualidade", declarou Roberto Lizandro Leão, secretário do GSI-RJ.

A Operação Foco prossegue com sua atuação contínua e integrada, trabalhando em conjunto com entidades estaduais e federais para combater crimes no setor de combustíveis. O objetivo é intensificar a luta contra a sonegação fiscal, o comércio ilegal e as quadrilhas organizadas que operam nessa complexa cadeia.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Tomaz Silva/Agência Brasil

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