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Sexta-feira, 15 de Maio 2026

Saúde

Síndrome respiratória aguda grave registra alta em bebês no Brasil

A infecção pelo vírus sincicial respiratório é a principal causa da condição em crianças com menos de dois anos

Sou do RN
Por Sou do RN
Síndrome respiratória aguda grave registra alta em bebês no Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O Brasil observa um crescimento nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças com idade inferior a dois anos. Esse cenário alarmante é impulsionado, sobretudo, pela disseminação do vírus sincicial respiratório (VSR), conhecido por ser o principal agente etiológico da bronquiolite, uma inflamação que afeta os brônquios pulmonares de bebês. Para as demais faixas etárias, a incidência de SRAG permanece estável.

Nos últimos 28 dias, o VSR foi responsável por 41,5% dos diagnósticos de SRAG com confirmação viral. A Influenza A aparece em segundo lugar, contribuindo com 27,2% dos casos, enquanto o rinovírus foi identificado em 25,5% das ocorrências.

Tais informações foram extraídas do Boletim Infogripe, uma publicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada na última quinta-feira (14).

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O relatório também assinala um contínuo crescimento dos casos de Influenza A nos três estados do Sul do país, bem como em Roraima e Tocantins (Região Norte) e em São Paulo e Espírito Santo (Região Sudeste). Notavelmente, este subtipo do vírus da gripe foi associado a 51,7% dos óbitos por SRAG com resultado positivo nas últimas quatro semanas, afetando predominantemente a população idosa.

A combinação desses dois panoramas eleva o nível de alerta em todas as unidades federativas brasileiras, com dez delas classificadas em situação de alto risco: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraíba.

Adicionalmente, em 14 estados, projeta-se um aumento no número de casos nas semanas vindouras. A lista inclui Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Amapá, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Ao término do mês anterior, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) já havia emitido um aviso sobre o início da temporada de maior incidência de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, enfatizando a relevância da Influenza A H3N2 e do VSR.

Prevenção

Tatiana Portella, pesquisadora vinculada ao Boletim InfoGripe e ao Programa de Computação Científica da Fiocruz, ressalta a importância crucial da imunização.

Ela afirma: "A vacinação constitui a medida preventiva mais eficaz contra a evolução para quadros graves e óbitos causados por VSR e Influenza A. Sendo assim, é fundamental que indivíduos com maior vulnerabilidade a essas infecções busquem a imunização."

A vacina contra a gripe, disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), confere proteção contra o tipo A e está sendo administrada nacionalmente. A campanha prioriza idosos, gestantes, crianças menores de seis anos e indivíduos com comorbidades ou pertencentes a grupos de risco, que possuem maior predisposição a desenvolver formas severas da doença.

Por sua vez, a vacina direcionada ao VSR é aplicada em gestantes a partir da 28ª semana de gestação, visando conferir proteção aos recém-nascidos.

Adicionalmente, o SUS oferece um anticorpo monoclonal específico para o VSR, destinado a bebês prematuros, que apresentam um risco elevado de complicações. Diferente da vacina, que induz o organismo a gerar sua própria defesa, este medicamento fornece anticorpos já prontos para combater o vírus.

Cenário de casos

No ano de 2026, foram registrados 57.585 casos de SRAG em território nacional, dos quais 45,7% foram confirmados como causados por algum vírus respiratório.

Ao longo desse período, o rinovírus se destacou como o agente mais prevalente, identificado em 36,1% das amostras positivas. Em seguida, surgem a Influenza A (26,3%), o VSR (25,3%) e a COVID-19 (7,4%).

Contudo, a distribuição percentual desses vírus diverge quando se analisa o cenário de óbitos. Das 2.660 mortes por SRAG contabilizadas, 1.151 tiveram confirmação laboratorial viral. Nesse contexto, as infecções por Influenza A foram responsáveis por 39,6% dos falecimentos, seguidas pela COVID-19 (26%), rinovírus (21,3%) e VSR (6,4%).

FONTE/CRÉDITOS: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil

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