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Quinta-feira, 14 de Maio 2026

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Flávio Bolsonaro reconhece contato com banqueiro Daniel Vorcaro, mas refuta ilegalidade

O senador classificou a relação com o banqueiro detido como 'patrocínio privado'. O caso foi divulgado nesta quarta-feira (13) por uma reportagem do The Intercept Brasil.

Sou do RN
Por Sou do RN
Flávio Bolsonaro reconhece contato com banqueiro Daniel Vorcaro, mas refuta ilegalidade
© Bruno Peres/Agência Brasil
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se posiciona como pré-candidato à presidência, admitiu ter interagido por aproximadamente um ano com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Durante esse período, ele buscou apoio financeiro de R$ 134 milhões para a produção de um filme biográfico sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As informações sobre o envolvimento vieram à tona nesta quarta-feira (13) por meio de uma investigação do portal The Intercept Brasil.

Em comunicado oficial, Flávio Bolsonaro confirmou a solicitação de recursos e a conexão com Vorcaro, enfatizando que se tratava de um relacionamento de natureza estritamente particular.

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“É fundamental distinguir os inocentes dos criminosos. No nosso contexto, o que ocorreu foi um filho buscando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a vida do próprio pai. Não houve uso de dinheiro público. Não houve aplicação da Lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, após o término do governo Bolsonaro e antes que existissem quaisquer acusações ou suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato foi retomado devido a atrasos no pagamento das parcelas de patrocínio essenciais para a finalização do filme”, declarou o parlamentar em sua manifestação, horas depois da publicação da matéria.

Ainda na mesma nota, Flávio Bolsonaro negou ter estabelecido qualquer tipo de vantagem indevida em suas negociações com o banqueiro.

“Não ofereci benefícios em troca. Não arrangei encontros privados fora da agenda oficial. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi valores ou qualquer benefício. Isso difere substancialmente das relações controversas entre o governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por essa razão, reafirmo: CPI do MASTER JÁ”, acrescentou.

Após a divulgação da nota, um vídeo em que Flávio reitera os mesmos argumentos começou a circular nas redes sociais. Na gravação, ele menciona que Vorcaro deixou de cumprir com as parcelas pendentes do patrocínio e afirma a existência de um contrato assinado referente a esses repasses prometidos.

Áudio divulgado

Ao expor a ligação entre Flávio e Vorcaro, a reportagem do Intercept revelou um áudio do próprio senador, no qual ele destaca a relevância do filme sobre seu pai e a urgência do envio de fundos para quitar “parcelas em atraso”.

“Apesar de você ter nos dado a liberdade de te cobrar, eu me sinto desconfortável em fazê-lo. É que estamos em um momento crucial do filme e, como há muitas parcelas atrasadas, a equipe está tensa e me preocupa o efeito contrário ao que idealizamos para o projeto”, expressou o senador na mensagem enviada ao banqueiro.

A reportagem também indica, com base em outras mensagens de WhatsApp vazadas, documentos e comprovantes bancários, que uma parte do montante teria sido paga entre fevereiro e maio de 2025.

Prisão do banqueiro

As últimas conversas entre os dois, conforme revelado pela reportagem, ocorreram no início de novembro do ano passado, um período conturbado para o Banco Master e para Vorcaro. Pouco mais de uma semana após essa troca de mensagens, o Banco Central decretou a liquidação do Master, e a Polícia Federal (PF) efetuou a prisão do banqueiro em uma etapa da operação que investiga fraudes financeiras.

Atualmente, Daniel Vorcaro encontra-se detido na Superintendência da PF em Brasília, onde negocia um possível acordo de delação premiada.

O filme estaria sendo produzido por uma empresa estrangeira, com elenco e equipe internacionais, e tem previsão de lançamento ainda para este ano. Segundo a matéria, o apoio financeiro envolveu transferências internacionais de uma empresa controlada por Vorcaro para um fundo nos Estados Unidos, administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

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