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Quinta-feira, 14 de Maio 2026

Justiça

Estudante terá que pagar R$ 720 mil por ocupação irregular de cota racial

Acordo foi selado entre MPF, Unirio e um aluno de medicina que ingressou na instituição por vaga reservada a candidatos pretos, pardos ou indígenas, sem atender aos requisitos do edital.

Sou do RN
Por Sou do RN
Estudante terá que pagar R$ 720 mil por ocupação irregular de cota racial
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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Nesta semana, o Ministério Público Federal (MPF) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) firmaram o terceiro Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com alunos, visando corrigir a utilização inadequada de vagas reservadas para cotas raciais.

O pacto foi selado na última terça-feira (12) entre o MPF, a Unirio e um estudante de medicina que havia obtido sua vaga na instituição em 2016, utilizando o sistema de cotas para candidatos pretos, pardos ou indígenas, sem, contudo, atender aos critérios estabelecidos no edital.

Conforme o MPF, o TAC estipula que o aluno deverá quitar um montante de R$ 720 mil, parcelado em cem vezes de R$ 7,2 mil. Adicionalmente, ele terá de frequentar um curso de letramento racial, com atividades teóricas e práticas, fornecido pela própria universidade.

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Os valores arrecadados serão integralmente direcionados para financiar bolsas de estudo para estudantes negros do curso de medicina da Unirio, bem como para sustentar iniciativas educacionais focadas nas relações étnico-raciais e na luta contra o racismo estrutural.

O MPF enfatiza que a formalização deste novo TAC integra uma estratégia abrangente do órgão, concebida para retificar as irregularidades históricas ligadas à política de cotas na Unirio.

Com a inclusão deste novo compromisso, o montante total já garantido por meio de acordos firmados pelo órgão já excede a marca de R$ 2 milhões.

Compromissos anteriores

Em dezembro de 2025, o MPF havia formalizado o primeiro acordo de compensação com uma estudante de medicina que, em 2018, ocupou de forma irregular uma vaga destinada a candidatos negros, pardos ou indígenas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Esse TAC também previa o desembolso de R$ 720 mil e a participação compulsória em um curso de letramento racial, com a verba sendo direcionada para bolsas de estudo a cotistas.

O segundo compromisso foi firmado em abril de 2026, entre o MPF e outro aluno da mesma graduação, estabelecendo uma compensação financeira de R$ 720 mil e as mesmas ações pedagógicas.

Ações de compensação

O MPF constatou, ainda, uma carência histórica de professores negros no quadro da instituição. Para remediar essa defasagem, a Unirio se comprometeu a destinar 35% das vagas nos próximos concursos para candidatos negros, até que a dívida histórica seja totalmente sanada.

A universidade também assumiu o compromisso de implementar concursos unificados e critérios renovados para a distribuição das vagas, visando evitar a fragmentação de editais que, na prática, dificultava a efetivação das ações afirmativas.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

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