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Sexta-feira, 08 de Maio 2026

Direitos Humanos

Ministério Público acusa policiais militares pela morte de empresário no Rio de Janeiro

Promotoria alega que PMs efetuaram mais de 20 disparos de fuzil contra Daniel Patrício. O crime aconteceu em abril.

Sou do RN
Por Sou do RN
Ministério Público acusa policiais militares pela morte de empresário no Rio de Janeiro
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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A 2ª Promotoria de Justiça do Rio de Janeiro, atuando perante o 1° Tribunal do Júri da Capital, apresentou uma denúncia contra os policiais militares Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves. Eles são acusados pelo homicídio doloso triplamente qualificado do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, que faleceu na madrugada de 22 de abril deste ano, no bairro da Pavuna, zona norte da cidade.

Conforme o Ministério Público (MP) do Rio, os agentes, pertencentes ao 41º batalhão da Polícia Militar em Irajá, efetuaram mais de 20 tiros de fuzil em direção à caminhonete onde estavam Daniel e outras três pessoas. A vítima sofreu um disparo na cabeça e faleceu no local, enquanto os demais ocupantes do veículo saíram ilesos.

A acusação aponta que o crime foi motivado por um motivo fútil e executado de maneira a impossibilitar qualquer defesa por parte da vítima.

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As investigações indicam que os policiais monitoraram os deslocamentos do empresário na área por mais de uma hora. Com informações em tempo real obtidas por um informante via telefone, eles teriam planejado previamente a abordagem do veículo.

Investigações

As apurações revelam que não houve qualquer bloqueio de trânsito, blitz ou sinalização para que o empresário parasse. Assim que o veículo do empresário foi avistado, um dos policiais efetuou mais de 20 disparos contra o carro da vítima com um fuzil.

Posteriormente, os policiais tentaram fabricar uma justificativa para o ato, alegando que haviam dado ordem de parada e não foram atendidos. Essa versão foi rapidamente desmentida pela Corregedoria da corporação, após analisar as declarações dos militares e as imagens das câmeras corporais que estavam ativadas. Em seguida, os policiais foram presos.

A denúncia foi formalmente aceita pelo 1° Tribunal do Júri da Capital.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

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