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Quarta-feira, 29 de Abril 2026

Direitos Humanos

Polícia Federal ganha prazo para análise de imagens da operação mais letal do Rio

A contagem do período terá início somente após a corporação federal obter todas as gravações em formato físico das autoridades fluminenses.

Sou do RN
Por Sou do RN
Polícia Federal ganha prazo para análise de imagens da operação mais letal do Rio
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta quarta-feira (29) um período de 90 dias para que a Polícia Federal (PF) possa periciar as gravações registradas pelas câmeras corporais dos agentes envolvidos na Operação Contenção.

Essa operação, deflagrada em outubro do ano passado contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, resultou em mais de 120 óbitos, entre eles, cinco policiais.

Em um desdobramento paralelo, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) tem conduzido oitivas com familiares dos falecidos na Operação Contenção, visando a elucidação dos fatos.

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O magistrado estabeleceu que o período para a execução da perícia terá início apenas após a PF receber a totalidade das imagens em mídias físicas, atendendo a uma solicitação prévia da própria corporação.

Em 15 de maio, a Polícia Federal havia requisitado a Moraes que a Polícia Militar do Rio de Janeiro encaminhasse as gravações em seu formato original, a fim de garantir a integridade dos dados. Essa solicitação surgiu depois que os peritos da PF enfrentaram dificuldades para acessar os arquivos digitais.

Com o objetivo de agilizar o processo pericial, a PF também solicitou que segmentos de interesse fossem indicados de forma precisa, o que contribuiria para uma análise mais rápida do caso. Esse pedido foi igualmente acatado pelo ministro na decisão proferida hoje.

“Determino ao governo do estado do Rio de Janeiro e ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro que, no prazo de dez dias, promovam a indicação precisa e objetiva dos trechos de interesse nas 4.500 horas de gravação da PMERJ, delimitando os eventos e condutas relevantes para a apuração”, sentenciou o ministro.

Laudos

Alexandre de Moraes também concedeu ao Ministério Público a permissão para acessar os laudos necroscópicos das vítimas fatais da operação.

A medida do ministro foi proferida no âmbito do processo conhecido como ADPF das Favelas – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635.

Por meio dessa ação, o Supremo Tribunal Federal já havia estabelecido diversas diretrizes com o objetivo de diminuir a letalidade em operações realizadas nas comunidades do Rio de Janeiro.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - repórter da Agência Brasil

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