Nesta quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou um novo ajuste na Taxa Selic, diminuindo-a em 0,25 ponto percentual. Com a decisão, o principal indicador de juros da economia brasileira passa de 14,50% para 14,25% ao ano.
Este corte representa a terceira ocasião seguida em que o colegiado opta por reduzir os juros básicos.
A Selic, que serve como o principal instrumento de política monetária do Banco Central, é empregada para desacelerar a atividade econômica e, consequentemente, conter o avanço da inflação.
Um cenário de juros elevados ou mantidos em patamares altos por um período prolongado torna o crédito mais dispendioso. Isso impacta diretamente o custo de compras parceladas, financiamentos imobiliários e o uso de cartões de crédito, resultando em uma retração do poder de consumo.
Por outro lado, a diminuição da taxa sinaliza um potencial estímulo à economia e a redução do risco de desequilíbrio nos níveis de preços.
Durante a reunião precedente, realizada em abril, o Copom havia justificado uma desaceleração no ritmo de cortes dos juros. Os motivos incluíam as incertezas geradas pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e a projeção de uma inflação mais persistente por um tempo maior.
Por um período considerável, até março deste ano, a Selic manteve-se em 15% anuais, o que representou o patamar mais elevado em quase duas décadas.
Embora o Copom tenha iniciado o ciclo de flexibilização monetária em março, impulsionado por uma inflação em declínio, a persistência do conflito no Oriente Médio tem gerado pressões inflacionárias, especialmente sobre os preços de combustíveis e alimentos, o que representa um desafio para a continuidade da redução da taxa.

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