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Quinta-feira, 14 de Maio 2026

Economia

Estoque de empregos formais no Brasil cresce 5% em 2025

Ministro Luiz Marinho ressalta que cenário do emprego poderia ser mais favorável sem as elevadas taxas de juros

Sou do RN
Por Sou do RN
Estoque de empregos formais no Brasil cresce 5% em 2025
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O Brasil encerrou o ano de 2025 com um crescimento notável de 5% no volume de empregos formais, comparativamente ao ano anterior, 2024. Ao final do período, o país contabilizou 59,971 milhões de trabalhadores com vínculos empregatícios formais.

Dentre o total de ocupações, 46,128 milhões correspondem a trabalhadores celetistas, enquanto 12,657 milhões são estatutários. Outras categorias, como empregados de organizações sem fins lucrativos, sindicatos e pessoas físicas rurais, somaram 1,186 milhão de vínculos.

Esses dados foram divulgados nesta quarta-feira (13) na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

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Ao apresentar os números, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, comentou: “Recentemente, atingimos o menor índice de desemprego da história. Estamos em um momento positivo, apesar das elevadas taxas de juros. Seguimos no caminho correto, mas a situação poderia ser ainda mais promissora se não fossem os juros praticados na economia.”

Setores impulsionadores do crescimento

O setor de Serviços foi o principal motor desse aumento no estoque de empregos, registrando 35,695 milhões de ocupações, um avanço de 7,2% em relação a 2024. Em seguida, destacam-se o Comércio, com um acréscimo de 1,7% e 10,487 milhões de postos de trabalho, e a Indústria, que também cresceu 1,7%, alcançando 9,017 milhões de empregos.

A Construção Civil contribuiu com 2,57 milhões de empregos, apresentando uma elevação de 2,5%, e a Agropecuária registrou 1,812 milhão de ocupações, com um aumento de 1,6%.

No segmento de Serviços, a administração pública demonstrou um crescimento expressivo de 15,2% no número de vínculos, totalizando 1.483.555. A maior parte dessa expansão concentrou-se nos municípios, com 18,2% (1,182 milhão de vínculos), e nos governos estaduais, com 10,3% (408.018 vínculos).

Houve também incrementos significativos na educação, com alta de 6,2%, representando 212.611 novos vínculos, e na saúde humana, com um aumento de 4,2%, equivalente a 142.598 vínculos.

Remuneração média em leve declínio

Apesar do aumento no volume de empregos, a Rais indicou uma leve redução na remuneração média dos trabalhadores, com uma queda de 0,5% na mesma base comparativa, fechando o ano de 2025 em R$ 4.434,38.

A Rais, divulgada anualmente, oferece um panorama detalhado sobre os estabelecimentos formais e os vínculos empregatícios no Brasil. Os dados revelam que o número de estabelecimentos com empregados passou de 4,7 milhões para 4,8 milhões, um incremento de 2,1%.

Panorama regional e estadual

Em termos regionais, o crescimento relativo mais acentuado foi observado no Nordeste, com 10,1% e 1.076.603 vínculos criados, seguido pela Região Norte, que também registrou 10,1% de aumento, totalizando 354.753 vínculos. A Região Centro-Oeste apresentou uma alta de 5,7%, com 322.513 vínculos.

As Regiões Sudeste e Sul também tiveram aumentos absolutos consideráveis, ambas com crescimento de 2,9%, gerando 807.240 vínculos no Sudeste e 285.514 no Sul.

A concentração do emprego formal manteve-se predominantemente na Região Sudeste (47,4%), seguida pelo Nordeste (19,5%) e pela Região Sul (16,8%).

Entre as Unidades da Federação, o Amapá liderou o crescimento relativo do estoque de empregos em comparação a 2024, com um avanço de 20,5% (31.396 vínculos). Em seguida, destacam-se Piauí (13,2% e 74.244 vínculos), Alagoas (13% e 81.633 vínculos) e Paraíba (12,9% e 103.278 vínculos).

No que tange à variação absoluta, os maiores incrementos foram registrados em São Paulo, com 2,3% (357.493 vínculos); Bahia, com 9,7% (266.035 vínculos); Minas Gerais, com 3,7% (224.876); e Ceará, com um aumento de 10,6% (195.462 vínculos).

FONTE/CRÉDITOS: Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

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