Desde 2018, o estado do Rio de Janeiro contabilizou 987 ocorrências de violência contra médicos durante o desempenho de suas funções. A maior parte desses episódios, 717, teve lugar em instituições de saúde públicas, enquanto 270 foram registrados em estabelecimentos privados.
As estatísticas apontam que as agressões verbais representam a maior parcela dos incidentes, somando 459 registros. Em seguida, figuram 89 casos de violência física e 208 de assédio moral. O estudo ainda destaca que a maior parte dos profissionais afetados são mulheres médicas.
A questão da segurança dos profissionais de medicina nos ambientes de saúde foi o tema principal de um encontro realizado nesta terça-feira (5). O evento foi uma iniciativa conjunta do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) e do Conselho Federal de Medicina (CFM).
Antônio Braga Neto, presidente do Cremerj, enfatizou que esses números servem como um alerta inequívoco para a necessidade de ações urgentes.
"Estes dados revelam uma situação alarmante e intolerável. Referimo-nos a profissionais que atuam na linha de frente do cuidado à população e que demandam condições mínimas de segurança para exercer suas atividades", declarou.
Braga Neto também expressou preocupação particular com a severidade dos casos de violência direcionados a médicas no local de trabalho.
"É completamente inaceitável que médicas sejam alvo de agressões físicas dentro das unidades de saúde. Esta é uma circunstância extrema, que sublinha a vulnerabilidade a que esses profissionais estão sujeitos e reforça a urgência de implementar medidas de proteção eficazes", ressaltou.

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