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Segunda-feira, 01 de Junho 2026
Declaração do Imposto de Renda pode se tornar automática em até três anos, diz ministro

Economia

Declaração do Imposto de Renda pode se tornar automática em até três anos, diz ministro

Segundo o ministro da Fazenda, a medida representa uma evolução da declaração pré-preenchida, que tem sido ampliada.

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, sugeriu que, em um prazo de dois a três anos, os contribuintes brasileiros não precisarão mais elaborar a declaração do Imposto de Renda. Essa potencial novidade é resultado das transformações que o governo federal vem implementando para automatizar diversos procedimentos.

Em março, Durigan já havia sinalizado essa possibilidade, após solicitar à Receita Federal o desenvolvimento de um sistema automatizado capaz de compilar as informações financeiras dos contribuintes, o que eliminaria a necessidade de preenchimento manual do documento.

Em entrevista concedida à Rádio CBN nesta segunda-feira (1º), o ministro reiterou que a transformação deve se concretizar no mesmo período estimado.

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Em suas palavras, Durigan questionou a necessidade de manter o modelo atual: “Não é possível que, com todo mundo já tendo declarado no dia a dia suas obrigações para a Receita, nós ainda vamos obrigar o contribuinte a parar, gastar tempo útil da sua vida – seja de trabalho, seja de descanso – para prestar informações que, muitas vezes, a gente já tem”.

Ele ainda complementou, expressando otimismo quanto ao futuro: “Então veja, no ano que vem eu quero aumentar essa desobrigação; esse alívio para as pessoas. Espero que em dois ou três anos todo mundo fique sem [a necessidade de fazer a] declaração de Imposto de Renda”.

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Sistema automático

A solicitação do ministro à Receita Federal visa à unificação de dados já existentes em plataformas oficiais e privadas, como informações bancárias, registros empresariais e dados de planos de saúde.

Dessa forma, o papel do contribuinte seria limitado à revisão e validação das informações geradas automaticamente pelo sistema.

Essa abordagem representa um aprimoramento da declaração pré-preenchida, um recurso que tem sido expandido e que, de acordo com projeções do Fisco, deverá contemplar aproximadamente 60% dos declarantes.

Em março, o ministro da Fazenda havia pontuado: “Como a gente tem um país informatizado, essas informações vão sendo colocadas no sistema, e a pessoa precisa validar simplesmente”.

Mudança gradual

Atualmente, a declaração pré-preenchida já congrega informações como rendimentos, patrimônio, aplicações financeiras e deduções permitidas.

Contudo, a Receita Federal ainda recomenda que os contribuintes verifiquem cuidadosamente os dados, uma vez que são provenientes de fontes externas.

A intenção do governo é expandir progressivamente esse formato até que a submissão manual da declaração se torne completamente dispensável.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Lula Marques/ Agência Brasil.

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