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Quarta-feira, 29 de Abril 2026

Justiça

Deputado Gustavo Gayer se torna réu no STF por injúria contra o presidente Lula

Em 2024, o parlamentar divulgou uma imagem manipulada do presidente Lula com trajes militares e uma braçadeira com símbolo nazista.

Sou do RN
Por Sou do RN
Deputado Gustavo Gayer se torna réu no STF por injúria contra o presidente Lula
© Lula Marques/Agência Brasil
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta terça-feira (28) que o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) responda como réu pela acusação de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por unanimidade, o colegiado acolheu a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o parlamentar. A acusação refere-se à divulgação de uma imagem falsa com o intuito de associar o presidente ao grupo terrorista Hamas e ao nazismo.

No ano de 2024, o deputado alterou uma fotografia de Lula, retratando o presidente com vestimentas militares e uma braçadeira ostentando o símbolo da suástica nazista. A montagem foi criada por meio de inteligência artificial.

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Após a publicação da imagem, a Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao deputado a remoção do conteúdo e informou o Ministério da Justiça. Consequentemente, a Polícia Federal (PF) iniciou um inquérito para investigar o parlamentar.

Na sessão desta terça-feira, por 4 votos a 0, a turma seguiu o voto do relator, ministro Flávio Dino, que se manifestou a favor da abertura da ação penal contra Gayer.

Dino argumentou que a utilização de inteligência artificial para a criação e divulgação de uma montagem não é amparada pela imunidade parlamentar.

"Este assunto adquire uma gravidade particular em tempos de manipulações de imagem e voz extremamente perigosas", declarou o ministro.

A decisão foi endossada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Defesa

Durante o andamento do inquérito, a Procuradoria-Geral da República (PGR) sugeriu a suspensão do processo, porém a defesa do deputado não compareceu para se manifestar.

Na sessão desta terça-feira, Gayer também não designou um representante legal para acompanhá-lo.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil

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