As projeções do mercado financeiro para a inflação e as taxas de juros registraram um aumento em relação à semana anterior. Contudo, as estimativas para o câmbio e o desempenho econômico permaneceram inalteradas, conforme revelado pelo Boletim Focus do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (18).
Segundo a análise, a expectativa do setor financeiro é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o principal indicador da inflação brasileira, encerre o ano de 2026 em 4,92%.
Este é o décimo período consecutivo em que as projeções de alta para a inflação são registradas. Na semana anterior, o mercado antecipava um índice marginalmente inferior, de 4,91%.
Quatro semanas atrás, a projeção inflacionária para 2026 situava-se em 4,8%. Para os anos seguintes, as estimativas apontam para 4% em 2027 e 3,65% em 2028.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação no Brasil apresentou desaceleração em abril, encerrando o mês em 0,67%, influenciada principalmente pela elevação dos preços de alimentos e bebidas, que atingiu 1,34%.
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta inflacionária para o Brasil é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Isso significa que o piso é de 1,5% e o teto, de 4,5%.
Selic
Com o objetivo de atingir a meta inflacionária, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, conhecida como Selic, como sua ferramenta primordial. Atualmente, ela está fixada em 14,5% ao ano, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.
O Boletim Focus indicou um aumento de 0,25 ponto percentual nas estimativas para a Selic ao término do ano, elevando-a de 13% (projetados em meses anteriores) para 13,25%.
As previsões para 2027 e 2028 apontam para a Selic encerrando em 11,25% e 10%, respectivamente.
PIB e dólar estáveis
As expectativas do mercado financeiro em relação ao desempenho econômico e à cotação do dólar não sofreram alterações em comparação com a semana anterior.
O mercado financeiro estima que o dólar norte-americano encerre 2026 cotado a R$ 5,20. Para 2027, a projeção é de R$ 5,27, e para 2028, de R$ 5,34.
No que tange à economia, o Boletim Focus sustenta a mesma projeção há três semanas, indicando que o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a totalidade das riquezas geradas no país, deverá crescer 1,85% até o final de 2026.
Para os anos de 2027 e 2028, as expectativas para o PIB são de um crescimento de 1,77% e 2%, respectivamente.

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