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Terça-feira, 02 de Junho 2026
TSE analisa recurso de Castro sobre sua inelegibilidade

Justiça

TSE analisa recurso de Castro sobre sua inelegibilidade

Com a linha sucessória do estado incompleta, o STF aguarda a decisão do TSE para definir o formato das próximas eleições.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa nesta terça-feira (2), a partir das 19h, o recurso impetrado pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, contestando a sentença que o havia condenado.

Em 23 de março, Castro foi declarado inelegível até 2030. Consequentemente, a corte estabeleceu a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão de governador, com a votação a ser conduzida pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Paralelamente, o TSE examinará uma apelação do Ministério Público, que defende a realização de eleições diretas para o governo do estado. Para o órgão, a condenação de Castro resultou em uma vacância por razões eleitorais, o que justificaria um pleito popular.

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Contudo, esta decisão judicial não encerrará a controvérsia em torno da escolha para o governo interino do Rio de Janeiro.

O Supremo Tribunal Federal (STF) aguarda o desfecho do julgamento no TSE para, então, deliberar sobre a modalidade das próximas eleições: diretas ou indiretas.

O PSD, legenda do pré-candidato Eduardo Paes, já havia recorrido ao Supremo Tribunal Federal, pleiteando eleições diretas. Pouco antes do julgamento, Castro renunciou ao cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização, visando uma candidatura ao Senado. Essa atitude foi interpretada como uma estratégia para favorecer a realização de eleições indiretas, em detrimento das diretas. O ex-governador tinha até 4 de abril para se afastar.

A necessidade de um pleito para o mandato-tampão surge da fragilidade na linha sucessória do executivo estadual.

O ex-vice-governador, Thiago Pampolha, desligou-se do posto em 2025 para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do estado. Desde então, a posição de vice-governador permanece vaga.

O próximo na linha de sucessão, o presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL), manifestou interesse em assumir o comando interino do estado. No entanto, o Supremo Tribunal Federal orientou que ele aguarde a deliberação final da Corte sobre o assunto. Ruas assumiu a presidência após a cassação do mandato do ex-presidente Rodrigo Bacellar.

Neste momento, a função de governador interino do Rio de Janeiro é exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça do estado, Ricardo Couto de Castro.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Tânia Rêgo/Agência Brasil

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