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Quinta-feira, 18 de Junho 2026
Brasil registrou alta menor nos preços do petróleo que a média global, indica Ineep

Economia

Brasil registrou alta menor nos preços do petróleo que a média global, indica Ineep

No período entre 23 de fevereiro e 8 de junho, a elevação média global foi de 17,5% para a gasolina e 23,3% para o diesel, ao passo que, no Brasil, os aumentos ficaram em 4,9% e 13,6%, respectivamente.

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Os valores da gasolina e do diesel registraram elevações mais contidas no Brasil em comparação com a média global, em um cenário pós-conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Essa análise comparativa foi desenvolvida pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), uma entidade de pesquisa ligada à Federação Única dos Petroleiros (FUP), por sua vez associada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

No período compreendido entre 23 de fevereiro e 8 de junho, a média mundial de aumento atingiu 17,5% para a gasolina e 23,3% para o diesel. Em contraste, no Brasil, os reajustes foram de 4,9% e 13,6%, respectivamente.

Durante o mesmo intervalo, a intensidade da pressão inflacionária sobre os combustíveis no Brasil mostrou-se consideravelmente menor do que a observada em países como os Estados Unidos e a Argentina.

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Nos Estados Unidos, a principal economia global e o maior consumidor de derivados de petróleo, a gasolina sofreu um acréscimo de 36,1%, e o diesel, de 36,8%. Já na Argentina, o principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul, os percentuais de alta foram de 21,1% e 23,7%, respectivamente.

Conforme análise do Ineep, a política de preços e os subsídios implementados pelo governo federal contribuíram para a manutenção da estabilidade dos valores dos combustíveis no território brasileiro.

Uma nota à imprensa, divulgada nesta quinta-feira (18) na mais recente edição do Boletim de Preços dos Combustíveis do instituto, destaca que “as ações emergenciais tomadas para mitigar os impactos do choque do petróleo sobre os custos dos combustíveis revelaram-se cruciais”.

Vulnerabilidades do setor

Contudo, o Ineep ressalta que tais providências são “insuficientes para endereçar as vulnerabilidades estruturais inerentes ao setor”.

Para o centro de pesquisa, “diminuir a exposição do mercado interno à flutuação internacional requer uma estratégia de longo prazo fundamentada no robustecimento da Petrobras, na ampliação da capacidade de refino e na recuperação de sua atuação nos elos estratégicos da cadeia de suprimentos, com foco especial na distribuição”.

O período analisado pelo Ineep para a variação dos preços dos combustíveis abrange o início das operações aéreas direcionadas ao Irã, o falecimento de Ali Khamenei, líder religioso supremo da nação, os meses de interrupção da rota marítima no Estreito de Ormuz, e o começo das tratativas diplomáticas entre Irã e Estados Unidos visando ao fim do conflito.

Ainda no mesmo período, o Ineep constatou que o álcool (etanol hidratado) “registrou uma diminuição significativa de 7,3%, resultado do começo da safra 2026/2027 e de uma expansão da oferta, com uma intensidade superior à observada em anos anteriores”.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © José Cruz/Agência Brasil

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