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Quarta-feira, 10 de Junho 2026
Exército prossegue com patrulhamento de fronteiras apesar de cortes orçamentários

Economia

Exército prossegue com patrulhamento de fronteiras apesar de cortes orçamentários

As operações militares na divisa territorial incluem vigilância constante, fiscalização e patrulhamento fluvial, visando assegurar a soberania nacional.

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As Forças Armadas mantêm suas operações rotineiras nas fronteiras brasileiras, mesmo diante do bloqueio de R$ 4,3 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa, anunciado pelo governo federal em maio. Além das atividades já em curso, a instituição segue com as ações planejadas para o combate à criminalidade na região.

Contudo, o contingenciamento orçamentário pode forçar uma reavaliação das ações adicionais de intensificação do combate a crimes na área, que ainda não foram iniciadas. Essas iniciativas são distintas do patrulhamento regular realizado ao longo do ano. O comando do Exército ainda está finalizando um levantamento detalhado das medidas que poderão necessitar de ajustes.

As tarefas contínuas das Forças Armadas nas fronteiras, englobadas na Operação Escudo, compreendem vigilância e fiscalização ininterruptas, patrulhamento por rios e reconhecimento territorial, com o propósito de reforçar a presença estatal na zona de divisa.

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A Operação Escudo foca no combate a crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços, como o narcotráfico e o comércio ilegal de armas e munições. O Brasil também conta com a atuação da Polícia Federal (PF) no combate ao crime nessas regiões, com o apoio das polícias civis e militares estaduais.

Arcabouço fiscal e seus impactos

No final de maio, o governo federal comunicou um bloqueio orçamentário adicional de R$ 22,1 bilhões, elevando o total de fundos retidos em 2024 para R$ 23,7 bilhões. Esses valores têm a possibilidade de serem liberados até o fim do ano corrente.

O contingenciamento é uma medida necessária para cumprir o limite de gastos estabelecido pelo arcabouço fiscal, legislação sancionada pelo Congresso Nacional em 2023, que substituiu o antigo teto de gastos do governo de Michel Temer, o qual impunha restrições mais severas às despesas públicas.

A limitação dos gastos federais é apresentada como um componente do esforço para controlar a dívida pública. No entanto, o principal fator que impulsiona o endividamento são as elevadas taxas de juros estabelecidas pelo Banco Central (BC).

Enquanto despesas essenciais como saúde, educação, segurança e defesa são obrigadas a se adequar aos limites do Arcabouço Fiscal, os gastos financeiros relacionados à dívida e aos juros não enfrentam nenhuma restrição orçamentária.

De acordo com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, o bloqueio foi indispensável para que o governo pudesse abrir créditos e acomodar o aumento de despesas obrigatórias, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que teve um acréscimo de R$ 14,1 bilhões, e benefícios previdenciários (+R$ 11,5 bilhões).

Em contrapartida, a equipe econômica revisou para baixo a previsão de gastos com o funcionalismo público. As despesas com pessoal e encargos sociais foram reduzidas em R$ 3,8 bilhões.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcelo Camargo/Agência Brasil

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