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Quarta-feira, 10 de Junho 2026
Polícia Federal apura esquema de financiamento ilegal de campanha no Maranhão

Justiça

Polícia Federal apura esquema de financiamento ilegal de campanha no Maranhão

Transações financeiras suspeitas alcançaram cerca de R$ 10 milhões.

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A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Fundo Oculto nesta quarta-feira (10), investigando duas organizações criminosas suspeitas de desviar fundos públicos e financiar ilegalmente campanhas eleitorais para as eleições municipais de 2024, no Maranhão.

A apuração policial revelou que o esquema consistia no desvio de verbas públicas de contratos com prefeituras maranhenses, cujos valores eram depositados em contas de empresas envolvidas. Conforme a PF, os dois grupos contavam com a colaboração de um funcionário bancário em São Luís para operar.

As investigações apontaram para um pico de movimentações financeiras nas semanas que antecederam o período eleitoral. De acordo com a corporação, as transações atípicas somaram aproximadamente R$ 10 milhões.

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Lavagem de dinheiro e caixa dois

Um dos núcleos investigados movimentou cerca de R$ 2 milhões em repasses ilícitos. O esquema utilizava pessoas interpostas (laranjas) para ocultar a origem do dinheiro, que era sacado das contas das empresas e transferido para contas de terceiros.

A PF informou ter encontrado registros informais de caixa dois e documentos que detalhavam a logística para entrega de valores e o monitoramento da presença policial nas proximidades da agência bancária.

Candidatos beneficiados

Até o momento, as investigações identificaram 15 candidatos que teriam se beneficiado do esquema ou recebido repasses ilegais, distribuídos entre servidores.

A operação, determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, cumpriu 25 mandados de busca e apreensão e determinou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.

A Justiça também determinou o afastamento de um servidor público e o sequestro de bens no valor de R$ 4 milhões.

Segundo a PF, os investigados podem responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, e desvio de verbas públicas, entre outros delitos contra a administração pública.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Paulo Pinto/ Agência Brasil

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