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Quarta-feira, 20 de Maio 2026
STF não consegue localizar Mário Frias para depor sobre filme de Bolsonaro

Justiça

STF não consegue localizar Mário Frias para depor sobre filme de Bolsonaro

Parlamentar não é encontrado em endereço oficial e é alvo de apuração sobre suposto desvio de R$ 2 milhões.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) não obteve sucesso na notificação do deputado federal Mário Frias (PL-SP), que deveria prestar esclarecimentos acerca da destinação de emendas parlamentares a uma organização não-governamental (ONG) conectada à produtora envolvida na gravação da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Frias, indicado como produtor-executivo do projeto cinematográfico, é objeto de uma investigação preliminar no STF. A apuração visa esclarecer um possível desvio de finalidade na alocação de R$ 2 milhões para o Instituto Conhecer Brasil, uma organização associada à produtora Go Up Entertainment. Esta empresa é a responsável pelas filmagens de "Dark Horse", uma obra ainda inédita que aborda a trajetória política do ex-presidente.

Na última segunda-feira, dia 18, um oficial de justiça dirigiu-se ao endereço do deputado em Brasília. Contudo, o porteiro do prédio revelou que Frias não reside no local há cerca de dois anos.

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O domicílio em questão havia sido fornecido pela Câmara dos Deputados, seguindo uma determinação do ministro Flávio Dino, relator do processo, que solicitou a indicação do local de moradia do parlamentar.

Na quarta-feira anterior, dia 13, o oficial tentou contato telefônico com o gabinete de Frias na Câmara. A secretária do deputado informou que ele estava em "missão internacional", sem data prevista para seu retorno.

O Supremo já havia realizado outras tentativas de notificação a Mário Frias em 31 de março, bem como nos dias 7 e 14 de abril.

A questão chegou ao conhecimento do STF após uma representação formal apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

Frias, por sua vez, afirma a inexistência de irregularidades nas emendas parlamentares, respaldando-se em um parecer da Advocacia da Câmara que confirma a ausência de inconsistências ou vícios de natureza formal.

O financiamento do filme, que narra a trajetória política de Bolsonaro, tornou-se público após o site The Intercept divulgar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear as filmagens.

Em seguida à revelação do diálogo entre Flávio e Vorcaro, que ocorreu em novembro do ano passado, o senador refutou ter acordado qualquer benefício indevido com o banqueiro, assegurando que os fundos envolvidos eram de origem privada.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcello Casal JrAgência Brasil

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