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Sábado, 06 de Junho 2026
Fachin cria grupo de trabalho para revisar benefícios adicionais de magistrados

Justiça

Fachin cria grupo de trabalho para revisar benefícios adicionais de magistrados

O termo 'penduricalho' refere-se a pagamentos de diversas verbas indenizatórias, estabelecidas por tribunais com justificativas variadas, mas sem amparo legal explícito.

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O ministro Edson Fachin, que preside o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), instituiu um grupo de trabalho com a finalidade de analisar todas as verbas adicionais concedidas aos magistrados brasileiros.

Este termo popularmente conhecido refere-se a pagamentos de múltiplas verbas de caráter indenizatório, que foram instituídas por diversas cortes com justificativas variadas, porém, sem uma base legal clara.

Conforme o plano de trabalho assinado por Fachin na noite da última sexta-feira (5), a equipe terá como missão “conduzir estudos sobre proposições legislativas referentes à remuneração da magistratura e suas implicações no aprimoramento do sistema de pagamentos do serviço público em âmbito nacional”.

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A equipe disporá de 180 dias para concluir e apresentar um relatório detalhado sobre o panorama atual dessas verbas adicionais, além de elaborar uma proposta de projeto de lei visando regulamentar o repasse de verbas indenizatórias a juízes e juízas.

A medida tomada por Fachin sucede a aprovação, pelo CNJ no final de maio, da implementação de um contracheque unificado para os magistrados. Tal determinação impede que os tribunais criem folhas de pagamento suplementares para a quitação de verbas, além das folhas habituais destinadas aos vencimentos regulares.

Adicionalmente, a nova regulamentação exige que as cortes padronizem a denominação das verbas indenizatórias legais concedidas aos magistrados. Essa providência foi adotada após o CNJ constatar a dificuldade em catalogar a vasta gama de nomes empregados em todo o território nacional para designar a diversidade desses pagamentos.

O debate acerca dos benefícios adicionais dos magistrados, que frequentemente resultam em remunerações que superam o teto do serviço público, ganhou força em março. Na ocasião, o Supremo Tribunal Federal confirmou uma decisão liminar do ministro Flávio Dino, suspendendo imediatamente o pagamento de várias verbas sem previsão legal.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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