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Quarta-feira, 20 de Maio 2026
Governo planeja nova fase do Desenrola para informais e bons pagadores

Economia

Governo planeja nova fase do Desenrola para informais e bons pagadores

Segundo o ministro Dario Durigan, novidade deve ser divulgada até o início de junho.

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O governo federal está articulando uma nova etapa do programa Desenrola Brasil, focada em cidadãos que, mesmo mantendo suas contas em dia, enfrentam juros elevados no mercado financeiro.

Conforme declarou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a iniciativa de crédito tem previsão de lançamento até o começo de junho e contemplará também os trabalhadores informais do país.

Em entrevista concedida ao programa Bom dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov nesta quarta-feira (6), Durigan ressaltou a atenção especial do governo para com os trabalhadores que atuam na informalidade.

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“O trabalhador informal não possui uma remuneração fixa mensal, não tem um salário regular. Ele precisa se dedicar diariamente para garantir o seu sustento, de forma muitas vezes irregular. E é justamente essa parcela da população que arca com os juros mais altos do país”, detalhou o ministro.

Novo Desenrola

Na última segunda-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início à nova versão do Desenrola Brasil, um programa destinado à renegociação de dívidas para indivíduos com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105 atualmente. A renegociação abrange débitos de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais.

Esta nova abordagem representa uma reformulação da política anterior de renegociação, com o objetivo de aliviar o orçamento familiar, especialmente para aqueles com dívidas de alto custo.

A iniciativa expandida também contemplará a renegociação de dívidas de estudantes junto ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O ministro informou que os estudantes que estão em dia com seus pagamentos também serão beneficiados na próxima fase.

Dario Durigan refutou a ideia de que o Desenrola incentive a inadimplência, argumentando que é justo oferecer algum tipo de incentivo também aos adimplentes.

Ele atribuiu o alto endividamento a um “período difícil” vivenciado pelo país, marcado pela pandemia, pela ausência de políticas públicas eficazes no governo anterior, pelo desemprego elevado, pela estagnação da renda familiar e pela falta de reajustes adequados do salário mínimo.

“Nosso objetivo aqui é promover a regularidade financeira, o pagamento das obrigações. É isso que nos interessa. Portanto, não se pode interpretar um programa de grande sucesso como o Desenrola como algo que se repetirá continuamente, pois não é o caso.”

“Precisamos aproveitar este momento pós-pandemia, após governos que não foram benéficos para o Brasil, para oferecer esperança às pessoas e facilitar a renegociação. É o momento de renegociar e quitar dívidas. Por isso, queremos incentivar o bom pagador e, em um segundo momento, tratar de incentivos para aqueles que mantêm suas contas em dia, como os estudantes do Fies adimplentes ou quem paga juros altos e permanece adimplente”, concluiu.

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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