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Sábado, 23 de Maio 2026
Tribunal de Justiça do Paraná diminui pena de agressor que incendiou companheira

Justiça

Tribunal de Justiça do Paraná diminui pena de agressor que incendiou companheira

Veredito altera tipificação para lesão corporal grave; magistrados citam "arrependimento eficaz" do réu.

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Em uma decisão recente, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) acolheu o pleito da defesa de José Rodrigo Bandura, modificando a acusação criminal contra ele. O réu, atualmente detido, respondia por ter ateado fogo em sua parceira em junho de 2025. Inicialmente enquadrado por tentativa de homicídio, o caso agora será tratado como lesão corporal grave.

Como a lesão corporal grave não é classificada como crime hediondo, o processo será transferido para a Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Essa reclassificação implica uma redução significativa nas possíveis sentenças, passando de até 20 anos para casos de tentativa de homicídio para um máximo de cinco anos em crimes de lesão.

A desclassificação foi autorizada pelos desembargadores Miguel Kfouri Neto, Mauro Bley Pereira Junior e Rotoli de Macedo, que fundamentaram a decisão no conceito de “arrependimento eficaz”, considerando que Bandura prestou auxílio à vítima após o ataque. Na época do incidente, reportagens indicaram que a mulher precisou se refugiar em um banheiro para escapar de novas agressões.

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O Ministério Público do Paraná (MPPR) informou que está analisando a viabilidade de recorrer contra a alteração, aguardando a análise técnica e a abertura do prazo recursal. O MPPR também se manifestou contrariamente ao pedido de liberdade de Bandura, o qual foi negado pela Justiça paranaense.

O agressor já havia sido alvo de oito processos por violência doméstica, todos arquivados. Em 2019, em um desses casos, ele foi condenado a pouco mais de três meses em regime semiaberto e ao pagamento de R$ 2 mil em indenização à vítima por agressões físicas.

Iniciativas e campanhas

O feminicídio é reconhecido como crime hediondo desde 2015. A questão da violência contra a mulher tem sido foco de diversas campanhas institucionais, como o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que recentemente completou 100 dias de sua implementação.

Adicionalmente, um projeto de lei que visa criminalizar a Misoginia está em tramitação no Congresso Nacional. Se aprovado, o PL 896/2023 incluirá a misoginia entre os crimes de preconceito ou discriminação, prevendo penas de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

A proposta foi aprovada em março no Senado Federal, com 67 votos favoráveis e nenhum contrário, na forma de um substitutivo apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) ao projeto original da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).

*Com a colaboração de Letycia Treteiro Kawada e Ana Graziela Aguiar

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil*
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Joédson Alves/Agência Brasil

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